segunda-feira, 25 de junho de 2012

Tempo nada amigo!

O tempo. O tempo não tem sido lá muito meu amigo.
Não me sobra tempo. Me sobra trabalho. Desafios. Me falta mesmo um pouco de animação nos preparativos, quase finais, do casamento. Sabe, 06 meses antes dá uma sensação de falta de energia. Que ai, até me cansa pensar no assunto casamento!


Não sei se sou normal. Sei que são tantos detalhes e providências que ai, suspiro de cansaço.
Mais ó, conseguir, graças as boas energias do cósmico, colocar uma abinha, lá em cima ó, com o check list que eu espero ter forças para terminar!


Vida que segue, diria aquele reporter da Globo todas as sextas-feiras de manhã!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Todo dia 15

Todo dia 15 eu sonho com a entrada na recepção. Todas as pessoas queridas em pé. Aquela ansiedade. Felicidade que explode. Música ao fundo.


Viva! Viva a vida...
Faltam 06 meses!


quarta-feira, 13 de junho de 2012

E fim. E viva. Temos um topo de bolo!

O planejamento de todos os itens do casamento seguiu a mesma linha de escolha: FAZER SENTIDO PARA MIM. Pouco me importava se estava na moda, se era usado, o mais importante de tudo era o que a escolha representava para mim. E enquanto noiva eu não abri mão do sentido, da importância!
 
Assim como todos os itens, o topo de bolo seguiu a mesma regra e a história começa com idas a casamentos alheios e a pouca importância que, sempre, dei a esse item. Não me chamava atenção, não me causava desejo, não tinha a menor vontade de investir dinheiro nesse item, pois sei que meu topo de bolo inevitavelmente iria para dentro do armário e ser lembrado na hora da arrumação. Coisa minha, decisão minha, opinião minha!

Até então que no ano passado meus avós completaram 60 anos de casamento e como todo ano os noivinhos deles saem da caixa, são limpos e vão parar no lugar de destaque, seja qual for o estilo de comemoração a regra é essa! E eureka, naquele dia, como um luz, me veem o desejo de ter o noivinho dos meus avós como topo de bolo do meu casamento.
 
Sabe aqueles noivinhos antigos? Ainda sem muito detalhe? Sem muita caracterização? Assim são eles, surpreendentemente clean, lindos e com o sentido maior do mundo.
 
Comentei com o noivo que de pronto aceitou a decisão, minha mãe, claro, comprou na hora a ideia e o tempo passou e esperei chegar mais perto para pedir a quem é de direito o uso dos noivinhos.
 
E então, esses dias, em uma tarde qualquer e de maneira despretensiosa, passei na casa dos meus avós. Os dois sentadinhos vendo TV. Me aproximei do meu vô, sentei no chão ao seu lado e comecei a história:

- Vô queria fazer um pedido. Posso?
- Claro! Se eu puder ajudar.
- Então, Vô, nós queremos pedir emprestado os noivinhos do seu casamento para usarmos no nosso casamento. Você empresta?

E ai, com os olhos marejados, ele me olha e o mundo para nesse segundo de emoção (sim, assim mesmo e nada de piegas, porque foi muito emocionante mesmo). Prontamente ele responde:

- Mas é claro que empresto.

E em seguida pergunta para a minha Avó:

- Bem, você empresta os noivinhos do nosso casamento para a Camila casar?
- Mais é claro que empresto, responde ela, que após alguns segundos já esquece todo o diálogo.

E assim, com as bênçãos dos meus avós. Com o noivinho de sentido. Com emoção. Que o topo de bolo está resolvido. Confesso mil vezes que esse é o momento mais lindo que irei guardar dos meus avós e que enquanto eu viver vou me emocionar de lembrar dessa tarde.

E fim. E um viva.
Topo de bolo resolvido!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A página colorida: convite aos padrinhos

“Você são um exemplo de família para nós. E para nossos padrinhos queríamos pessoas que admirássemos e que acompanharam e que sempre vão acompanhar nossas vidas.”

Foi assim que a página do nosso casamento ganhou novos contornos. Foi assim que, com muito, mais muito, carinho, convidados pessoas que realmente fazem nosso coração bater mais forte. Foi assim que os padrinhos foram convidados e, enfim, foi assim que nosso casamento começou a ficar cada vez mais real.

As nossas escolhas começaram pautadas na admiração que tínhamos por cada um que queríamos escolher, também pontuamos as famílias que criaram e maneira com as mantêm, pois para nós, padrinhos é para auxiliar no caminho, seja da fé, quanto da vida.

A primeira a ser convidada foi uma amiga-irmã. Sabe aquela pessoa que é amiga desde sempre e para sempre? Ela é assim. Diferente. Amiga. Irmã. Confidente. É com ela que tenho as melhores lembranças da minha adolescência. É o telefone dela que sei décor, sem pestanejar. É simples, é ela.

Depois convidados um padrinho de outra cidade e que infelizmente o noivo o convidou sozinho. Praticamente do mesmo princípio, amigo-irmão. Força, coragem, companheirismo, é assim. Não o encontramos sempre, mas é admiração que não cabe. Confesso que esse padrinho, em especial, em tinha dúvidas, pois ele está no seminário e após o casamento será ordenado Padre. Mas, felizmente, o convite foi mais do que aceito.

Posteriormente, convidamos outro amigo-irmão. Irmão de profissão, de faculdade, de histórias de vida. Irmão de coração, a família que Deus nos permitiu escolher e temos o prazer de conviver. Sabe aquele amigo que você passa dias sem falar e quando encontra o sentimento é de que foi ontem? É ele. É um ser humano doce por essência e é impossível não amar uma criatura dessas.

Também convidamos uma tia minha. Madrinha de crisma. Companheira de caminhada. Alguém que sempre me fez sentir bem ao seu lado, sem que fosse preciso dizer qualquer coisa. Arisco a dizer que somos companheiras e que a companhia dela é um detalhe que faz, realmente, a diferença na minha vida!

Daqui em diante os padrinhos começaram a ser casais, os quais temos profunda admiração no quesito família.

Convidamos um casal, mais velhos, de amigos- família do noivo. Pessoas que convivemos sempre e que sempre nos fazem sentir em casa, principalmente a mim, que sou de “fora”, essa sensação de sentir-se parte de uma família faz toda e qualquer diferença. Lá eu me sinto em casa, para ser eu, para ser assim. O noivo se sente como se tivesse na família de sangue e juntos passamos os melhores natais da minha vida. São pessoas que eu jamais abriria mão de ter no altar.

Esse casal tem dois filhos, um deles será o comentarista do casamento religioso e outro filho, casado, será nosso padrinho.  Gente jovem, bacana, cheios de vida, com um filho de educação absurda. Olho para a família deles e vejo o reflexo de educação que quero dar aos meus filhos e sei que o noivo enxerga da mesma forma. Casal que mostrou a nós como é vencer obstáculos e, ainda assim, continuar a viver, de fato, o matrimônio.

A partir de agora a minha escolha foi olhando para meus tios casados e os quais eu vejo luz, amor, compreensão, vejo sentido pleno de família.

Um dos meus tios é um exemplo de vida profissional. Sabe aquela pessoa que você admira a trajetória profissional e consegue ver como é possível encaixar profissão, família, felicidade e realização, tudo em um mesmo quebra-cabeça? Esse meu tio é um dos maiores incentivadores da minha carreira profissional e muito do que eu sou devo a ele, tanto é que ele é meu padrinho de formatura. Escolha certeira! A família que ele criou não seria possível se não fosse minha tia, mulher de fibra, bom humor inigualável e companhia absurdamente boa.

E, por fim, outro tio meu. Pessoa com um coração do tamanho do mundo, tranquilo, sereno, amável. É impossível não amá-lo, sabe? Sujeito bom papo que criou uma relação de companheirismo com a minha prima que eu admiro do fundo do meu coração. Essa família é um exemplo de amor maior, nada de amor velado, o amor dele é perceptível a olhos nus. É impressionante ver o carinho que eles sentem um pelos outros e eu sinto, nitidamente, o carinho que esse minha tia tem por mim. Eu sinto, forte!

Tenho certeza de que o momento não precisou de nada para ser emocionante, não precisou de detalhes e todos os convites foram feitos sem hora e data marcada e isso os tornou muito mais lindos.

Hoje eu sou imensamente mais feliz por poder abraçar cada um deles e saber que todos estarão no altar ao meu lado!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

E, passou!

Tempo, cadê você? Confesso que minha percepção de tempo tem ficado bem zoada por esses tempos. Tudo tem voado, os dias e as horas, quando me dou conta, tem muito assunto acumulado, tem momentos que não dividi, não consegui escrever e passou!

Passou o convite dos padrinhos, que, felizmente, estão todinhos convidados.
Passou a decisão sobre o topo de bolo.
Passou o fechamento de contrato com a filmagem.
Passou a escolha das lembranças dos convidados.

Assim é. Assim tenho que atualizar.
Tempo, por favor, coopere com o meu desejo de atualizar os momentos bons. Prometo ser boa menina e prometo voltar em breve!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Oportunidade de ser grande!

Durante meu período de faculdade descobri duas grandes paixões, que se tornaram amores consolidados. Descobri que amo a profissão que escolhi e me entreguei a grande arte de estudar. Confesso que hoje meu perfil é muito mais científico do que clínico, mesmo eu gostando de atender, meu grande amor é estudar, ler, estudar, ler, escrever e estudar!
 
Acontece que com a rotina profissional, a carreira ascendendo e uma gama de responsabilidades para lidar, ambos amores ficaram, digamos, adormecidos. Uma pequena chama ainda me lembrava deles, algo como um caso antigo. Mas, nada que fosse reativado diante do corre-corre enlouquecedor da minha vida.
 
Eis que surge um grande lindo desafio. Vem o convite de criar, ministrar e implementar o Curso de Cuidadores de Idosos e Pessoas com Deficiência do Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura Municipal da minha cidade. Poxa, grande desafio técnico e organizacional.
 
Desafio aceito. Desafio colocado em prática! Foram meses de leitura, preparação de aula, ministrar aulas, supervisionar estágio e... e... o tempo passou e eu nem vi. Quando vi aquele amor pela profissão e pelos estudos já ardia, já estava presente. Sentimento bom esse, viu?
 
Diante de toda essa história a última semana do curso, eu tinha certeza, que não passaria em branco. Não seria qualquer última semana de curso. E não foi! Foi, simplesmente, a semana mais emocionante, profissionalmente falando, que vivenciei nesses anos de formada. Foram dois dias de fechamento, foram dois dias emocionantes, foram dois lindos dias.
 
Lembro-me agora de dizer as minhas alunas que ninguém perde de dividir o conhecimento, muito pelo contrário, que ganhamos mais experiência e que o mercado sempre terá vaga para os que são bons. Eu creio, de coração, nisso e por isso que dividi tudo o que podia com elas, toda minha experiência profissional, pessoal e de vida. Tudo aquilo que tive o prazer de presenciar, vivenciar e aprender.
 
Nesse momento eu tive a plena certeza de que eu aprendi tanto quanto cada aluna. Eu aprendi coisas inexplicáveis em palavras, eu vivenciei histórias surpreendentes, eu fiz e desfiz laços, eu cresci, eu gerenciei melhor meu tempo. Eu, eu tive a oportunidade de ouro de me tornar uma profissional melhor!
 
Agora o que resta são as boas e infinitas lembranças desses momentos, dessas aulas. Me resta a certeza do bom trabalho efetuada. Me resta o laço que fiz com cada uma delas e a referência que criei para elas. Me resta? Não, acho que não, me sobra. Me sobra tudo isso ai de cima.

Certeza, que me sobra a certeza de que sou um ser melhor!
Obrigada, queridas alunas, pela oportunidade de ser grande, igual a vocês.