terça-feira, 26 de julho de 2011

Dia dos Avós

Minha família é grande, tanto do lado de pai, quanto de mãe. Entretanto, só tenho avós maternos e ambos com quase 90 anos.

Lembro-me que quando criança meus domingos eram na casa da minha avó. Sempre ia com o meu shortinho e camiseta mais velhos, porque brincava na terra, subia nos pés de goiaba, andava descalça, de bicicleta, de patins. Corria, gritava e pulava. Em um flash de memória ouço minha mãe dizer: “vai lavar o pé, Camila. Você não pode ir embora daqui com esse pé preto!”.

Também lembro que quando eu ficava doente, era lá que eu passava o dia. Minha avó fazia torrada de pão de forma com manteiga e groselha. Hmmmm, consigo até sentir o cheirinho. Também tinha comida de vó e bolacha no fim da tarde. Quando meus pais saiam, eu dormia lá, também, em uma camona de casal e ficava até altas horas brincando com as minhas primas, até meu avô abrir a porta do quarto e por todo mundo pra dormir.

Eles já me levaram a missa, para viajar, pra comprar presentes. Eles fizeram parte da minha vida tanto quanto meus pais. Me ensinaram valores, não aqueles ensinamentos distantes, mas bem próximos, que se aprende na convivência. Me ensinaram a religião. Me ensinaram a ser gente. Enfim, são a base da minha história!

Até que uns 05 anos atrás passamos um estresse emocional muito forte, meu avô quase morreu de problema cardíaco e ficou quase 01 mês hospitalizado. Voltou para casa, se recuperou e depois disso, minha avó nunca mais foi a mesma. Começou esquecendo a agenda de telefones no quarto, depois na geladeira e hoje.... hoje ela esquece que dia da semana é, que ano estamos, onde está! [tristeza profunda]

Hoje ela não cozinha mais, quase não sai sozinha de casa, não tem muito assunto e nem faz mais torradas de pão de forma com groselha. Hoje, quando precisa, eu ajudo-a no banho, coloco para dormir, ficou escutando a mesma história diversas vezes. Hoje quem fica beijando-a e abraçando-a sou eu.

Hoje minha avó tem Alzheimer, meu avô está cansado! Hoje eles são mais lição de vida pra mim, do que eram quando fui criança. Hoje eu vejo o quanto eles são fortes e do quanto é a dimensão do amar.

Principalmente, hoje eu vejo o quanto é bom ter avós e agradeço todos os dias por isso.
Hoje é dia 26 de Julho, DIA DOS AVÓS!

domingo, 24 de julho de 2011

Help-me

Please!

Alguns blogs que estou seguindo não aparecem na listagem ao lado (das atualizações). Que faço?
Tô perdida!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mais um passo!

As palavras não conseguem fazer sentido na minha cabeça, ou melhor, eu não consigo fazer com elas se encaixem e tenham sentido. Tô feliz! Tô (mais) certa da minha escolha....

Sou de uma família com grande teor de educação religiosa. O pessoal é praticamente te atuante e foi assim que eu cresci, nesse meio. Sempre fui a missa, sempre celebrei dadas religiosas, e, principalmente, segui os preceitos propostos. Opinião pessoal, ok?

Para mim tudo isso faz sentido (teve uma época que não fazia, mas hoje faz muito!) e por isso que quando comecei a resolver detalhes do casamento o principal e primordial sempre foi a celebração religiosa, o sacramento do matrimônio.

Meu noivo tem a mesma formação que eu e por isso para ambas o sacramento é prioridade. Concordamos quanto a casar no religioso, da importância e da nossa união ser uma tríade com Deus. Vamos combinar que ter um noivo com a mesma convicção religiosa ajuda bastante....

Assim sendo, a minha ansiedade era pelo curso de noivos, afinal, para quem pratica e quer o sacramento, fazer o curso de noivos é praticamente estar na porta da igreja, ou seja, quase lá.

E domingo nós fizemos. Mais um passo da nossa caminhada!
Tinha ouvido muita gente falar sobre o curso de noivos. A maioria que era chato e bla bla bla. Olha, cansativo foi, pela quantidade de horas (13), mas independente foi MUITO rico. As reflexões que fazemos durante todo o tempo que são o essencial para quem quer viver o matrimônio. É pensar na paternidade, educação dos filhos, formação de uma nova família, espiritualidade e por ai.

A reflexão foi única, mas a felicidade é de ter feito mais esse passo. Ainda não acredito que vou casar, mas esse passo me aproximou um pouco mais dessa realidade.

Tô feliz!
*  imagem tirada do Google.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Câncer de Mama

Minha cabeça tem doido desde o início da tarde de hoje. Eu já estava com tudo desligado, incluindo internet e note, estava na minha cama, desmontada. Mas, não pude deixar de registrar o que acabo de ver no Jornal Nacional.

Essa semana o Jornal Nacional irá exibir uma série de reportagens sobre o Câncer de mama. A de hoje foi sobre o mamógrafo, o exame inicial para detecção do Câncer de mama. Parabenizar é pouco, pois a matéria foi ótima e a denúncia melhor ainda.

Moro no interior de São Paulo. Para a minha cidade tem apenas 1 mamógrafo, na rede pública de saúde, devido a quantidade de habitantes. Esse mamógrafo tem fila de espera de, aproximadamente, 2 meses, variando para mais ou para menos. Quando a mulher chega com pedido de urgência a mamografia é realizada em até 24 horas. Um tempo razoável, nesse caso. Mas não quando se trata de exame rotineiro. Para organizações internacionais, o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento é de 2 meses, ou seja, aqui, os 02 meses são para fazer o exame.

Quando confirmado o nódulo e sua possível malignidade, a mulher é encaminhada para o mastologista, que faz a biópsia e posterior cirurgia. Na cidade temos apenas 1 mastologista e não temos oncologista e, conseqüentemente, não se tem o tratamento na cidade, apenas nas referências da cidade vizinha. O início do tratamento tem demorado bastante, algumas mulheres esperam em torno de 1 mês e meio.

Essa é a minha realidade diária. Não tenho Câncer de mama, mas sou Terapeuta Ocupacional em uma ONG que presta assistência a mulheres que tem ou tiveram Câncer de mama e vejo essa história dia após dia.

É demora no exame. É profissional despreparado para fazer o exame clínico da mama. É um mastologista na rede. Não tem tratamento na cidade. Tratamento demora. São mulheres novas, em torno dos 30 anos, com Câncer de mama. São idosas com o mesmo agravo. Mulheres perdem a mama toda, mesmo manifestando a vontade de preservá-la. E, depois disso tudo, muitas mulheres não são orientadas a procurar outros profissionais de saúde, como: fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social. Essa equipe é que vai dar todo o suporte durante todas as fases, desde a suspeita, passando pelo diagnóstico e acompanhando a cirurgia e tratamento.

Portanto, a iniciativa de fazer reportagens sobre esse problema é louvável, pois o número de casos de Câncer de mama tem aumentado ano a ano e se tornado um problema de saúde pública. Se grandes mídias não ajudarem a denunciar tudo isso, nada poderá ser mudado.

E, antes de qualquer coisa, diagnosticar um Câncer de mama no início aumenta as chances de cura e só se diagnostica fazendo auto exame mensalmente a mamografia periodicamente.

Sites interessantes para maiores informações:

* imagem retirada da internet.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Decisão do dia!

Tem uma comunidade no Orkut (salve, salve, Orkut abandonado!) para as pessoas que trabalham muito. Adoro essa comunidade, embora eu nunca tenha entrado na dita cuja. Enfim...  trabalho muito, trabalho nos finais de semana, feriados, e ás vezes mais de 12 horas diárias. Não, isso não é uma reclamação, é apenas uma constatação!

A questão é que como profissional da saúde, um emprego não se basta. É necessário complementar, a renda e os conhecimentos e partir para mais de um. Não precisa ser também váaaarios de um absurdo, mas 02 ou 03 é super normal na área. Eu, até então, tinha 03 mais minha empresa, que me vale como uns 02. hahaha. Pois bem, faço porque gosto, faço porque aprendo. E, principalmente, faço porque quero!

Pois bem, desde abril vinha atendendo em uma clínica de idosos (adoro idosos!  e adoro o trabalho com eles!). Atendi, primeiramente 05. A clínica não me pagou o combinado e ainda pediu que eu entrasse em contato com a família para a família pagar. Entrei em contato e me sobrou apenas 01 idoso para atender.  A clínica me pagaria um x e a família mais um x. Nada de suuuper renda, mas uma valor justo pela tabela da profissão.

Atendi maio inteiro. Atendi junho inteiro e hoje é mesmo que dia? Ah, 01 de JULHO e recebi MAIO apenas hoje. Inacreditável. Até então eu estava indo, até que hoje parei e fiquei pensando: estou indo porque gosto, porque a idosa precisa, porque quero. É perto de casa, não gasto muito, é apenas 01 hora. Mas, entrar nessa bola de neve de receber atendimento após 02 meses não estava nos meus planos. Não acho justo com o profissional essa situação de não receber. Se não tem condições, nem sei se é esse o caso, avisa, mas ficar “deixando para lá”, é algo completamente desagradável. É o mesmo que não valorizar o trabalho realizado, pois atendo 01 hora, entretanto tenho um trabalho extra fora de lá ao pensar em atividades, objetivos e planos de tratamento.

Pensei, pensei. Cheguei na porta da clínica ainda em dúvida. Entrei! E quando vi que o valor que tinha lá era o de Maio, AINDA. Me estressei. Avisei a enfermeira chefe que não iria mais, que entraria em contato com a dona da clinica e não iria.

Por favor! São 02 meses e vou receber agora? Não é justo, não é legal. Sou profissional, faço um trabalho de qualidade e quero reconhecimento por isso.

A decisão ainda não desceu redondo. Ainda to um pouco triste, mas foi o limite. Foi o basta. Agora só me resta saber quando vou receber o valor referente a Junho. Será que em Agosto?