Páginas

quinta-feira, 23 de junho de 2011

As idas e vindas do tempo...

Sempre me achei menina, moça, mas nunca mulher. Dependia financeiramente dos meus pais. Depois, quando me livrei da dependência financeira, continuei com a dependência emocional. Ou uma coisa ou outra controlava minha vida e quando se depende de alguém a vida, ainda, não é 100% sua. As escolhas não são 100% suas. E isso é um enclausuramento sem tamanho. É como não ter vontades, é como ter que reprimí-las, é como ter que abdicar dos preceitos que se acredita. Filosófico, mas é!

A dependência emocional me levava a não dirigir. Paura, pavor, medo, crises de ansiedade não me deixavam pegar o carro por ai e sair guiando minha vida. É como se isso não fosse para mim. Que eu não conseguisse guiar minha vida, apenas decidindo por mim mesma. 

O mais complicado disso tudo era assumir que eu PRECISAVA resolver tudo isso. Eu preciso dirigir por causa da minha vida profissional e depender sempre estava ficando fora de cogitação, estava ficando fora do controle. Até que sexta-feira, ainda com uma grande parcela de medo, peguei o carro e fui dirigindo até meu trabalho, a 05 minutos da minha casa, mas os 05 minutos que mais em mim, comigo, parcera de mim mesmo fiquei.

Me dei forças, me ajudei, me acalmei e cheguei dirigindo sozinha. Ainda com vontade de chorar, ansiosa (pensando no caminho da volta), ainda com medo e mais um monte de sentimentos. Também tinha vontade de ligar para todo mundo e dizer que tava dirigindo sozinha. Sim, fiz sozinha. Fui sozinha, sou sozinha!

Amanhã faz 1 semana que resolvi ser melhor. Que resolvi melhorar. Que resolvi ser dona da minha própria história. Que resolvi ser liberta, solta, sozinha. Vou pelo caminho que quero, fico quieta quando tenho vontade, ouço música quando to afim, fico comigo.

Além de ser melhor, grande resolução essa, resolvi ser gente grande. Ser mulher, ser madura, crescer. Resolvi que quero ser livre. Quero voar, quero decidir, quero ir para onde eu quiser, quando eu tiver vontade e essa sensação nada paga!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Feira de noivas

Esses últimos dias tem sido difíceis. Tanto pelo trabalho, tanto pelo casório.
Tem sido complicado a lida com pessoas, contratos que não se renovam, pessoas que querem o serviço para ontem e por ai vai! Mas tem sido difícil decidir coisas, detalhes, locais.

Domingo teve feira de noivas. Eu fui, claro! Mas, me deparo com tantos detalhes, que custam dinheiro-óbvio- que até me canso de pensar e minha conta fica roxa de negativa só de querer! Agora quero uma banda, foi lindo. Uma banda tocando, daquela que animava meus carnavais no clube, quando era mais nova e pulava várias e várias noites. Um dejavu total! Fiquei feliz com as lembranças, mas queria essa banda no casório. Mas, como tudo, não sei se vai dar e fiquei cabisbaixa.

Também dei uma olhada em convites, que olha, tinham várias opções e todas muito bacanas. Ví lembranças, vi minha cerimonial querida e ví muita gente conhecida (morar no interior é sempre a mesma história!). Por fim, quase passei mal como valor de alguns noivinhos. Como assim, um casal de noivinhos custar quase R$400,00? Sem chances! Vou ter que colocar em prática minha cabeça criativa, os bons contatos, as idéias diferentes, porque esse valor, nem em sonho!

A dúvida que me confunde são os detalhes ou grandes serviços? Quais deles que quero, quero os dois, quero um, não quero nenhum. Não sei. Tô confusa.

Amanhã é dia da possível decisão do local e Buffet da festa. Tô numa ansiedade sem tamanho e com expectativas boas. Tomara que amanhã esses detalhes sejam resolvidos.

Assim espero!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Impeto de coragem!

Todo dia 18 foi motivo de lembranças boas. Desde ano passado foi melhor ainda! Hoje é dia 18, dia das boas lembranças, dia de trocar mensagens bonitinhas e de ficar suspirando.

Aproveitei, num ímpeto de coragem, e parei de ficar só lendo mensagens trocadas em uma comunidade de rede social  sobre casamentos em 2012 e resolvi entrar. Ainda motivada por essa coragem repentina (que me deixou um pouco com menos vergonha!), mandei mensagem. Céus, eu morro de vergonha de me pronunciar.

Agora o dilema que rege minha vida é o salão. Aqui onde moro salão não está tão acessível quanto eu achava, baseada nos orçamentos do ano passado. Tudo subiu, de uma forma absurda. E hoje, após ver 03 locais acessíveis, me deparo com o 04°, não muito acessível e me pego sonhando com esse bendito: branquinha, cheio de vidros para entrar a luz do dia, piso clarinho, novo, bem localizado, um sonho! Inclusive combina até com um detalhe da decoração que quero fazer. O preço? Bem, esse não está o valor que eu esperava, mas, pelo correr das coisas, essa é uma das minhas opções preferidas.  Amanhã vou visitar outro local, final de semana que vem tem feira de noivos do Shoppping e vou olhar também. Se nada me encantar com o bendito salão branquinho, clean e novinho, esse será o destino da minha festa e o fim das minhas economias.

Se bem que fiquei pensando ontem a noite: fim das economias, maior tempo pagando algumas coisas, menos dinheiro guardado.... MAS, um sonho, uma só vez, a lembrança eterno.... compensa mais. Isso eu não duvido. É meu sonho, meu sonho maior: casar com o meu noivo! Pois bem, esse ano foi dedicado a isso, os demais gastos terei a vida toda para fazê-los. Esse impeto de coragem respentinha podia aparecer quando eu for visitar, novamente, o salão do sonho e me fazer fechar o contrato na hora. Será que vira?

Tem algum Santo protetor de noivas? Preciso rezar muito pra ele!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Vacinação contra a gripe influenza A

Terça-feira, 09:20hs:

- Oi, vim tomar a vacina contra a gripe influenza A.
- Você profissional da saúde?
- Sim, sou!
- Me empresta então sua carteira profissional?
- Claro!
- Você tem alguma vacina pendente?
- Não sei, nem lembro. Mas vou tomar só a contra gripe.
- Tudo bem. Então é só esperar.
- Tá bom!

Menos de 05 minutos a auxiliar me chama! Prepara a vacina e diz: olha, a picadinha é meio ardida!

E foi da ardida que meu dia começou! Saiu de lá e continuo trabalhando. Na hora do almoço me sinto estranha... mas, tenho que trabalhar. Começo com tosse, normal! Deve ser mesmo o tempo seco, penso comigo.

Chego no meu emprego, atendo 2 pessoas, já com um pouco de falta de ar. E isso vai ficando mais forte, forte que comecei a ficar preocupada. Normalmente uso a bombinha (sou asmática!) e tudo passa! Mas tava forte e fui ao médico!

Ok, doutor. Reação a vacina! E não é asma? Como assim? É um bronco-espasmo por causa das bases utilizadas na fabricação da vacina. Orientação usar a bombinha de asma hoje e pronto!

Dou passos para fora da clinica, o corpo começa a doer de um tanto que a tempos de gripes não sentia. E isso só piorou, chega à febre, a dor na cabeça e inevitavelmente eu penso: “PQP! vacina do inferno! Não tomo mais, nunca mais!”

E lendo pelas páginas da net vejo que tudo é normal. Mais normal do que parece, mas não é divulgado, claro que se for, ninguém quer tomar!

Ser profissional da saúde é isso!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Deficientes em pauta

Sou graduada em Terapia Ocupacional e pós graduada em Neurologia infantil. Sempre fui apaixonada pela minha profissão. Sempre amei o que escolhi para fazer e tenho a certeza dessa escolha e dos benefícios que trazemos aqueles que atendemos.

Durante a graduação passamos por diversos laboratórios de vivências, como o próprio nome diz, são vivências práticas de diversas situações que vão desde o trabalho com teatro, artes expressivas, costura indo para as atividades lúdicas, como brincar mesmo e até viver como uma pessoa deficiente. Andamos de cadeira de rodas, fazemos atividades com olhos vendados e sem o auxílio do membro superior predominante.

Com esses laboratórios aprendemos diversas coisas. Lembro-me em um dia, “passeando” de cadeira de rodas pelo campus, um leve decline, ao lado carros estacionados e eu guiando minha cadeira de rodas. Quando me deparo com o fato de não conseguir brecá-la e dou de frente com um fusca no meio fio. Por sorte cada aluno tinha um tutor e o meu me segurou para evitar uma colisão maior, mas também não evitou, para ajudar no aprendizado.

Parece pouco? Parece sem sentido? Mas não é.
Como posso orientar, intervir, atuar com uma deficiência se não vivenciei um laboratório e não sei qual a real dificuldade? Se não vivenciei as barreiras arquitetônicas? Se não sei como fazer transferência de uma cadeira de rodas para uma cama ou vaso sanitário?

A vivência, segura, é indispensável para a prática consciência! Fato! E hoje somos profissionais mais bem formados por sabermos o que limite, real, nas atividades do cotidiano e no desempenho das ocupações.

Entretanto, nossa prática (de vivência e profissional) não é suficiente quando as barreiras arquitetônicas são maiores e limitam o desempenho daquele que tem condições para ser autônomo. Barreiras arquitetônicas mais comuns são: calçada sem guia rebaixada. Bancos com escada e sem elevador. Barreiras sem assento elevado, barras laterais, torneiras com alavancas. Telefones e cardápios sem a linguagem em braile. E por ai vai... são muitas!

Por isso, diante de saber de todas as dificuldades e de ver o pouco que se faz por essa fatia da população, que hoje estou atentamente assistindo o programa A Liga, da Band, que traz exatamente essa temática e tem todo o potencial para atingir as pessoas certas para mudar esse cenário.

domingo, 17 de abril de 2011

REATECH

Ser Terapeuta Ocupacional  é estar ligado nas tecnologias de reabilitação e de acessibilidade. Pensando nisso é que o domingo foi dia de trabalhar atrás de novas possibilidades de atendimento na REATECH- Feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade (http://www.reatech.tmp.br/).  

A REATECH está na sua 10ª edição e a última que fui foi em 2006, portanto, a 5ª edição e desde então não consegui conciliar horários para ir visitá-la. Leia-se, então, eu estava super ansiosa e super esperançosa de encontrar super novas tecnologias. Trabalhar com reabilitação é fazer com que você sempre busque o melhor, a inovação.

A entrada do evento, muitas montadoras mostrando carros adaptados, inclusive é possível fazer test drive (diversas montadoras estavam presentes: Hyundai, Citroen, Fiat, Pegeout, Toyota...), alguns stands de instituições que trabalham com a temática da deficiência e um salão dedicado inteiramente ao esporte adaptado, inclusive tinha presença de atletas paraolímpicos, com o comitê presente com um stand enoooorme. Enfim, a feira é enorme!

Infelizmente, a expectativa de ver novas tecnologias orientadas para a reabilitação ficaram frustradas. O que a feira trouxe, é o que já usamos e já sabemos. A parte interessante ficou por conta do novo material que está sendo utilizado para confecção de cadeiras de rodas e materiais de acessibilidade: acrílico e o melhor: colorido! As cadeiras são mais: leves, fáceis de fazer assepsia, bonitas, charmosas e com a possibilidade de combinar a cadeira de rodas com os demais equipamentos para reabilitação, como por exemplo: prancha reclinável.

Esse novo material é interessante, além de ser mais, pode facilitar a aceitação das crianças quando é necessário o uso da cadeira de rodas. É um material que sai daquela convencional cadeira de rodas preta, com assento de lona, rodas grandes, enfim, feia e inadequada para crianças. #ficaadica.

Valeu o “passeio”, valeu as companhias, valeu ter ido. Mas eu esperava bem, bem mais da feira. Vou repensar se vale a pena o retorno no próximo ano!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Vontades de uma noiva

Minha vida não é apenas casar, tenho que trabalhar ainda, atender, gerenciar e cumprir outras muitas tarefas. Entretanto, um dos meus maiores prazeres é ficar curtindo, pensando em cada detalhe do meu grande dia.

O dia hoje foi de ver buffets, reunião, negociação. Alias, buffets estão pela hora do parto! Caro, céus. Mas, o importante é que tivemos muitos avanços. Os dois buffets contatados e onde fizemos a reunião, nos concederam muitos benefícios. Acho que já tenho minha preferência, mas quero degustar ambos para me certificar. Espero não estar errada! ;-)

Outro compromisso do dia foi reunião com um decorador. #Pausa# já tinha conhecido um, primeiro, decorador. Detalhe ao fato dele ter sido um fofo, compreendido minhas vontades e me passado um valor bem acessível. Gostei tudo! #Despausa#

Como fiz na primeira reunião com decorador, levei meu pen-drive com imagens de decorações que me atraíram de alguma forma. Aquelas decorações que fizeram sentido para mim. Assim acho que fica mais fácil do decorador saber meu estilo, minha preferência, afinal nome de flores e tipos não são meu forte. Sei que tulipas não dão em dezembro, para minha frustração!

Chegamos lá pude conhecer o trabalhado desse fornecedor. Trabalho muito bem elaborado, bonito de bom gosto. Gostei de vários detalhes e de algumas decorações. Sem problemas algum com o trabalho dele, eu é que não me atraio por decorações lotadas de flores, detalhes sofisticados. Gostei sim! O pecado foi apenas um, e talvez crucial, o fornecedor não considerou minha vontade, meus desejos e preferências.

Me mostrou tudo, falou bastante, e nos últimos quinze minutos, por minha insistência, é que viu as imagens que tenho salvas no pen-drive (imagens essas que não passam de 10!). E mesmo assim, após ver, não foi dada a importância aquilo que gosto.

Fiquei triste!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fim do mundo?

Hoje, por volta das 12hs, sai de uma das minhas jornadas profissionais. Encontro com a minha mãe, com a seguinte pergunta:

- Vocês tem televisão ai?
- Não, mãe. Porque?
- Nossa, uma rapaz entrou em uma escola e matou um monte de crianças, por volta dos 12 anos.
- Onde? Estados Unidos?
- Não! No Rio de Janeiro, Realengo!
(???????)

Brasil. Rio de Janeiro.
A história, com requintes de crueldade, aconteceu aqui. Aconteceu no Brasil!
E o que faltou a esse rapaz? Deus? Amor? Afeto? Educação? Proximidade com a família?
Será doença? Será dogma? Será história de vida?

E os pais e famílias desses pequenos? Como ficam?
E, a pergunta que não sai da minha cabeça: Como criar filhos nos dias de hoje? Tudo é fácil com acesso a internet. Os mecanismos de busca te ligam ao mundo, te ajudam a comprar tudo: de roupas, brinquedos, bebidas, passeios até drogas.

O que será da próxima juventude? O que serão dos meus filhos? O que será do mundo?
Ou seria o fim do mundo?