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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Impeto de coragem!

Todo dia 18 foi motivo de lembranças boas. Desde ano passado foi melhor ainda! Hoje é dia 18, dia das boas lembranças, dia de trocar mensagens bonitinhas e de ficar suspirando.

Aproveitei, num ímpeto de coragem, e parei de ficar só lendo mensagens trocadas em uma comunidade de rede social  sobre casamentos em 2012 e resolvi entrar. Ainda motivada por essa coragem repentina (que me deixou um pouco com menos vergonha!), mandei mensagem. Céus, eu morro de vergonha de me pronunciar.

Agora o dilema que rege minha vida é o salão. Aqui onde moro salão não está tão acessível quanto eu achava, baseada nos orçamentos do ano passado. Tudo subiu, de uma forma absurda. E hoje, após ver 03 locais acessíveis, me deparo com o 04°, não muito acessível e me pego sonhando com esse bendito: branquinha, cheio de vidros para entrar a luz do dia, piso clarinho, novo, bem localizado, um sonho! Inclusive combina até com um detalhe da decoração que quero fazer. O preço? Bem, esse não está o valor que eu esperava, mas, pelo correr das coisas, essa é uma das minhas opções preferidas.  Amanhã vou visitar outro local, final de semana que vem tem feira de noivos do Shoppping e vou olhar também. Se nada me encantar com o bendito salão branquinho, clean e novinho, esse será o destino da minha festa e o fim das minhas economias.

Se bem que fiquei pensando ontem a noite: fim das economias, maior tempo pagando algumas coisas, menos dinheiro guardado.... MAS, um sonho, uma só vez, a lembrança eterno.... compensa mais. Isso eu não duvido. É meu sonho, meu sonho maior: casar com o meu noivo! Pois bem, esse ano foi dedicado a isso, os demais gastos terei a vida toda para fazê-los. Esse impeto de coragem respentinha podia aparecer quando eu for visitar, novamente, o salão do sonho e me fazer fechar o contrato na hora. Será que vira?

Tem algum Santo protetor de noivas? Preciso rezar muito pra ele!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Vacinação contra a gripe influenza A

Terça-feira, 09:20hs:

- Oi, vim tomar a vacina contra a gripe influenza A.
- Você profissional da saúde?
- Sim, sou!
- Me empresta então sua carteira profissional?
- Claro!
- Você tem alguma vacina pendente?
- Não sei, nem lembro. Mas vou tomar só a contra gripe.
- Tudo bem. Então é só esperar.
- Tá bom!

Menos de 05 minutos a auxiliar me chama! Prepara a vacina e diz: olha, a picadinha é meio ardida!

E foi da ardida que meu dia começou! Saiu de lá e continuo trabalhando. Na hora do almoço me sinto estranha... mas, tenho que trabalhar. Começo com tosse, normal! Deve ser mesmo o tempo seco, penso comigo.

Chego no meu emprego, atendo 2 pessoas, já com um pouco de falta de ar. E isso vai ficando mais forte, forte que comecei a ficar preocupada. Normalmente uso a bombinha (sou asmática!) e tudo passa! Mas tava forte e fui ao médico!

Ok, doutor. Reação a vacina! E não é asma? Como assim? É um bronco-espasmo por causa das bases utilizadas na fabricação da vacina. Orientação usar a bombinha de asma hoje e pronto!

Dou passos para fora da clinica, o corpo começa a doer de um tanto que a tempos de gripes não sentia. E isso só piorou, chega à febre, a dor na cabeça e inevitavelmente eu penso: “PQP! vacina do inferno! Não tomo mais, nunca mais!”

E lendo pelas páginas da net vejo que tudo é normal. Mais normal do que parece, mas não é divulgado, claro que se for, ninguém quer tomar!

Ser profissional da saúde é isso!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Deficientes em pauta

Sou graduada em Terapia Ocupacional e pós graduada em Neurologia infantil. Sempre fui apaixonada pela minha profissão. Sempre amei o que escolhi para fazer e tenho a certeza dessa escolha e dos benefícios que trazemos aqueles que atendemos.

Durante a graduação passamos por diversos laboratórios de vivências, como o próprio nome diz, são vivências práticas de diversas situações que vão desde o trabalho com teatro, artes expressivas, costura indo para as atividades lúdicas, como brincar mesmo e até viver como uma pessoa deficiente. Andamos de cadeira de rodas, fazemos atividades com olhos vendados e sem o auxílio do membro superior predominante.

Com esses laboratórios aprendemos diversas coisas. Lembro-me em um dia, “passeando” de cadeira de rodas pelo campus, um leve decline, ao lado carros estacionados e eu guiando minha cadeira de rodas. Quando me deparo com o fato de não conseguir brecá-la e dou de frente com um fusca no meio fio. Por sorte cada aluno tinha um tutor e o meu me segurou para evitar uma colisão maior, mas também não evitou, para ajudar no aprendizado.

Parece pouco? Parece sem sentido? Mas não é.
Como posso orientar, intervir, atuar com uma deficiência se não vivenciei um laboratório e não sei qual a real dificuldade? Se não vivenciei as barreiras arquitetônicas? Se não sei como fazer transferência de uma cadeira de rodas para uma cama ou vaso sanitário?

A vivência, segura, é indispensável para a prática consciência! Fato! E hoje somos profissionais mais bem formados por sabermos o que limite, real, nas atividades do cotidiano e no desempenho das ocupações.

Entretanto, nossa prática (de vivência e profissional) não é suficiente quando as barreiras arquitetônicas são maiores e limitam o desempenho daquele que tem condições para ser autônomo. Barreiras arquitetônicas mais comuns são: calçada sem guia rebaixada. Bancos com escada e sem elevador. Barreiras sem assento elevado, barras laterais, torneiras com alavancas. Telefones e cardápios sem a linguagem em braile. E por ai vai... são muitas!

Por isso, diante de saber de todas as dificuldades e de ver o pouco que se faz por essa fatia da população, que hoje estou atentamente assistindo o programa A Liga, da Band, que traz exatamente essa temática e tem todo o potencial para atingir as pessoas certas para mudar esse cenário.

domingo, 17 de abril de 2011

REATECH

Ser Terapeuta Ocupacional  é estar ligado nas tecnologias de reabilitação e de acessibilidade. Pensando nisso é que o domingo foi dia de trabalhar atrás de novas possibilidades de atendimento na REATECH- Feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade (http://www.reatech.tmp.br/).  

A REATECH está na sua 10ª edição e a última que fui foi em 2006, portanto, a 5ª edição e desde então não consegui conciliar horários para ir visitá-la. Leia-se, então, eu estava super ansiosa e super esperançosa de encontrar super novas tecnologias. Trabalhar com reabilitação é fazer com que você sempre busque o melhor, a inovação.

A entrada do evento, muitas montadoras mostrando carros adaptados, inclusive é possível fazer test drive (diversas montadoras estavam presentes: Hyundai, Citroen, Fiat, Pegeout, Toyota...), alguns stands de instituições que trabalham com a temática da deficiência e um salão dedicado inteiramente ao esporte adaptado, inclusive tinha presença de atletas paraolímpicos, com o comitê presente com um stand enoooorme. Enfim, a feira é enorme!

Infelizmente, a expectativa de ver novas tecnologias orientadas para a reabilitação ficaram frustradas. O que a feira trouxe, é o que já usamos e já sabemos. A parte interessante ficou por conta do novo material que está sendo utilizado para confecção de cadeiras de rodas e materiais de acessibilidade: acrílico e o melhor: colorido! As cadeiras são mais: leves, fáceis de fazer assepsia, bonitas, charmosas e com a possibilidade de combinar a cadeira de rodas com os demais equipamentos para reabilitação, como por exemplo: prancha reclinável.

Esse novo material é interessante, além de ser mais, pode facilitar a aceitação das crianças quando é necessário o uso da cadeira de rodas. É um material que sai daquela convencional cadeira de rodas preta, com assento de lona, rodas grandes, enfim, feia e inadequada para crianças. #ficaadica.

Valeu o “passeio”, valeu as companhias, valeu ter ido. Mas eu esperava bem, bem mais da feira. Vou repensar se vale a pena o retorno no próximo ano!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Vontades de uma noiva

Minha vida não é apenas casar, tenho que trabalhar ainda, atender, gerenciar e cumprir outras muitas tarefas. Entretanto, um dos meus maiores prazeres é ficar curtindo, pensando em cada detalhe do meu grande dia.

O dia hoje foi de ver buffets, reunião, negociação. Alias, buffets estão pela hora do parto! Caro, céus. Mas, o importante é que tivemos muitos avanços. Os dois buffets contatados e onde fizemos a reunião, nos concederam muitos benefícios. Acho que já tenho minha preferência, mas quero degustar ambos para me certificar. Espero não estar errada! ;-)

Outro compromisso do dia foi reunião com um decorador. #Pausa# já tinha conhecido um, primeiro, decorador. Detalhe ao fato dele ter sido um fofo, compreendido minhas vontades e me passado um valor bem acessível. Gostei tudo! #Despausa#

Como fiz na primeira reunião com decorador, levei meu pen-drive com imagens de decorações que me atraíram de alguma forma. Aquelas decorações que fizeram sentido para mim. Assim acho que fica mais fácil do decorador saber meu estilo, minha preferência, afinal nome de flores e tipos não são meu forte. Sei que tulipas não dão em dezembro, para minha frustração!

Chegamos lá pude conhecer o trabalhado desse fornecedor. Trabalho muito bem elaborado, bonito de bom gosto. Gostei de vários detalhes e de algumas decorações. Sem problemas algum com o trabalho dele, eu é que não me atraio por decorações lotadas de flores, detalhes sofisticados. Gostei sim! O pecado foi apenas um, e talvez crucial, o fornecedor não considerou minha vontade, meus desejos e preferências.

Me mostrou tudo, falou bastante, e nos últimos quinze minutos, por minha insistência, é que viu as imagens que tenho salvas no pen-drive (imagens essas que não passam de 10!). E mesmo assim, após ver, não foi dada a importância aquilo que gosto.

Fiquei triste!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fim do mundo?

Hoje, por volta das 12hs, sai de uma das minhas jornadas profissionais. Encontro com a minha mãe, com a seguinte pergunta:

- Vocês tem televisão ai?
- Não, mãe. Porque?
- Nossa, uma rapaz entrou em uma escola e matou um monte de crianças, por volta dos 12 anos.
- Onde? Estados Unidos?
- Não! No Rio de Janeiro, Realengo!
(???????)

Brasil. Rio de Janeiro.
A história, com requintes de crueldade, aconteceu aqui. Aconteceu no Brasil!
E o que faltou a esse rapaz? Deus? Amor? Afeto? Educação? Proximidade com a família?
Será doença? Será dogma? Será história de vida?

E os pais e famílias desses pequenos? Como ficam?
E, a pergunta que não sai da minha cabeça: Como criar filhos nos dias de hoje? Tudo é fácil com acesso a internet. Os mecanismos de busca te ligam ao mundo, te ajudam a comprar tudo: de roupas, brinquedos, bebidas, passeios até drogas.

O que será da próxima juventude? O que serão dos meus filhos? O que será do mundo?
Ou seria o fim do mundo?

quinta-feira, 31 de março de 2011

A saudade que fica!

Eu tenho uma família grande, dos dois lado. Amo família grande, mesmo sabendo que talvez eu não consiga ter a minha família desse tamanho e um tanto quanto bom ter uma penca de tios, uns par de primos e agregados.

O fato é que depois que me formei acabei me sentindo, um pouco, responsável pela área médica e técnica da saúde. Não é fácil entender terminologia da saúde, letra de médicos, conhecer sobre exames, saber sobre diagnóstico e prognóstico, enfim, é uma área diferenciada pois cuida de gente e era assim que eu me sentia: cuidando de gente o tempo todo! Não sou médica, mas sou da área, sou TO e isso garantiu que eu soubesse, ao menos um pouco, os caminhos e meandros da saúde da cidade que moro.

Até que um dia, uns dos meus tios, ficou doente e eu, pela flexibilidade de horário e preferência da minha tia, comecei a acompanhar em médicos, exames, reuniões médicas, discussão de caso.  Cheguei a levantar hipóteses, pedir exames, ler exames, orientar minha tia, ir atrás de profissionais para orientar nas áreas que não domino e assim foi um tempo, alguns meses, que não lembro ao certo. Talvez possa ser até 01 ano!

Mas, em junho do ano passado, meu tio ficou muito, muito mal mesmo, hospitalizado por 10 dias, aproximadamente, acompanhei tudo bem de perto! Depois desse período de hospitalização nada foi como antes e as idas e vindas do Pronto socorro eram freqüentes. Nesses momentos eu já deixava de ser profissional e estava começando a ser a sobrinha, apenas isso, de fato, fazendo pelo amor que tinha ao meu tio e não mais por aquela responsabilidade recém saída da faculdade.

Lembro-me com clareza meados de julho, foi um final de semana inteiro de idas e vindas do Pronto Socorro. Meu tio já debilitado precisava de auxílio para sair da ambulância, se manter em pé durante os (infinitos) Raios X, levantar da cadeira de rodas, deitar na maca e tudo era um esforço tremendo, até comer, tomar banho e trocar de roupa. Nesse final de semana lembro-me de ter pedido, praticamente implorado, ao médico plantonista que o internasse, que eu me tornaria a responsável pela internação e de nada adiantou. Ele voltou para a casa, da mesma forma que veio.

Na sexta-feira seguinte, de madrugada, o telefone toca, novamente meu tio no PS. Eu estava dormindo e quando ouvi a conversa da minha mãe com a minha tia pensei: “Senhor, tenha misericórdia dele. Para que tanto sofrimento?” E adormeci. Antes de ir para SP, em um curso, no mesmo dia, passei pelo PS para vê-lo. Desci correndo, entrei, sentei ao seu lado e conversamos um pouco (eu tinha um horário bem apertado!) e como sempre eu disse a ele: “Tio, fica tranqüilo. Vai ficar tudo bem, viu? Amanhã eu vou na sua casa te ver!” Passei a mão no seu rosto, beijei-o e ele me disse: “ vai com Deus!”.

Três horas depois o telefone tocou, eu já estava em SP, era minha mãe e ele tinha acabo de falecer. Sem saber Deus me deu a oportunidade de me despedir dele, era como se eu tivesse tendo o privilégio de dizer adeus, era assim que eu senti. Na verdade ainda me sinto assim hoje, com um privilégio enorme de poder ter o visto!

Chorei muito, não de outro sentimento se não saudades. E é assim hoje, 08 meses depois, chorando a saudade. Uma saudade imensa que não sei de onde vem e nem porque veio agora, mas vem.

Tenho certeza de que fiz tudo que pude. Estive perto sempre que pude. Ajudei no que pude. E ficou as saudades!

terça-feira, 22 de março de 2011

Primeiro Contrato

O casamento é um momento lindo. Isso é fácil de ler em qualquer lugar e ouvir muitos relatos. Inclusive, não pelo momento lindo, mas um dos sonhos meus é casar. Sempre me imaginei entrando na igreja de noiva, aquele verdadeiro sonho de menina.

Hoje estou prestes a realizá-lo. Alias prestes, prestes, também não. Começo a trilhar o caminho da preparação para o casamento. E o primeiro contrato que fechei não podia ser diferente: cerimonial.

Não fiquei procurando exatamente porque eu sabia quem eu queria. Sabia dos serviços prestados e não tinha dúvidas que queria essa cerimonial. Essa, até agora, foi uma das poucas certezas, juntamente com a escolha da data e da igreja, que tive nesse trilhar. Ainda tenho dúvidas sobre a decoração, sobre se vai ter festa ou não, lua de mel, padrinhos, vestido e muuuitos outros detalhes. Mas, o importante é que o primeiro contrato de cerimonial está fechado! E eu estou feliz com isso!

Mas, como nem tudo são folhes na vida de uma noiva.... a mãe da noiva estressa com o noivo, o noivo com a mãe da noiva e a noiva com os dois. Que coisa! Como pode um momento tão lindo ser algo tão “enlouquecedor”? Não enlouquecedor no sentido literal da palavra, mas nos sentimentos que se confundem. Nas vontades que se mesclam. Nas dúvidas e certezas que ás vezes variam.

Eu quero que sejam os melhores momentos até chegar o grande dia, mas começo a ver que a vida real é bem diferente daquela que via nos contos de fadas quando era pequena. A vida real é assim, intensa, incerta, instável.

E eu vou tentando me acostumar com tanta “in” na vida e com essa nova possibilidade, de casar!